Quem sou eu?

  Vlademir Lazo.
.

Recomendo


Link


Histórico


- 01/06/2010 a 30/06/2010
- 01/05/2010 a 31/05/2010
- 01/04/2010 a 30/04/2010
- 01/03/2010 a 31/03/2010
- 01/02/2010 a 28/02/2010

Contador










Mudando de endereço

Depois de mais de dois, abandono esse blog para recomeçá-lo em outro endereço. Sempre gostei muito desse espaço (principalmente por causa do layoute de fundo), mas vinha tendo dificuldades técnicas com a configuração do zip.net (há tempos não conseguia mais atualizar a lista de links e nunca resolvi o bug que sempre mostrava apenas os últimos cinco meses no arquivo de postagens). Uma boa oportunidade para mudar de ares e quem sabe retomar o entusiasmo em atualizar o blog com maior freqüência.

http://olharimplicito.wordpress.com/



- Postado por: Vlademir as 23h05
| envie esta mensagem


_______________________________



RIP DENNIS HOPPER (1936-2010)



- Postado por: Vlademir as 01h53
| envie esta mensagem


_______________________________



Apichatpong Weerasethakul recebendo a Palma de Ouro em Cannes

“O mundo está cada vez menor com o cinema de Hollywood, onde os filmes se parecem com tantos outros, e vi nesse olhar algo que eu nunca tinha visto antes. O filme tem uma idéia maravilhosa de eternidade, pessoas que não têm forma e onde o tempo se expande”. (Tim Burton, presidente do júri do último festival de Cannes, a respeito do ganhador Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives, do tailandês Apichatpong Weerasethakul. As palavras de Burton (que após a premiação confessou nunca ter visto antes nenhum filme do tailandês) servem para qualquer dos filmes do diretor.



- Postado por: Vlademir as 22h09
| envie esta mensagem


_______________________________



Aldrich e Cassavetes

Relendo trechos de Afinal, Quem Faz os Filmes, o livro de entrevistas de Peter Bogdanovich que quase todo mundo conhece e ao qual sempre se retorna. Uma de minhas passagens favoritas é na introdução da entrevista com Robert Aldrich em que Bogdanovich conta sobre o quanto que o cineasta ajudou John Cassavetes, que logo após o sucesso independente de Shadows fora chamado para dirigir dois filmes em Hollywood, uma experiência infeliz por causa das interferências dos produtores que podavam a visão de Cassavetes, que escandalizou a indústria ao chegar aos sopapos com Stanley Kramer, porque este tinha alterado a montagem do seu filme. Hollywood o colocou na lista negra, e Cassavetes durante anos ficou sem trabalhar como diretor ou ator (conseguindo no máximo depois de algum tempo atuar em filmes de produção vagabunda que não lhe trouxeram retorno financeiro significativo para a produção de seus filmes como diretor). Praticamente ninguém se importou ─ exceto Aldrich, que contrariou a todos e rompeu a lista negra extra-oficial chamando Cassavetes para atuar em Os Doze Condenados, num papel pequeno, que Aldrich incentivou Cassavetes a ampliar e transformar no melhor desempenho do filme. Foi indicado ao Oscar de Coadjuvante e logo contratado para grandes produções (como O Bebê de Rosemary), possibilitando que sua carreira de cineasta pudesse ser retomada com Faces, o recomeço da filmografia cassavetiana.



- Postado por: Vlademir as 21h32
| envie esta mensagem


_______________________________



 

Trailer do novo filme de Apichatpong Weerasethakul, que está sendo exibido em Cannes.



- Postado por: Vlademir as 02h06
| envie esta mensagem


_______________________________



Críticas

Mais textos para o Cine Players que ainda não havia linkado por aqui.

A Riviera Não é Aqui

Ruhr

Mais que o Máximo

Sete Mulheres

Luzes na Escuridão

Sempre Bela



- Postado por: Vlademir as 23h30
| envie esta mensagem


_______________________________



Alice no País das Maravilhas

Vi Alice no Pais das Maravilhas na quinta-feira e estava na dúvida entre escrever sobre o filme ou não. A esta altura fico um pouco sem ter o que dizer sobre Tim Burton, depois de tudo que vem sendo dito a respeito desse seu mais recente trabalho. Uma das melhores definições é a do Filipe Chamy (que também escreve na Zingu) ao dizer que o filme é a fanfic de Burton para a história de Lewis Carroll, embaralhando e recriando em seu filme personagens, lugares e situações dos livros de Carroll. A idéia de tornar a protagonista uma adolescente não me parece por acaso, é o padrão feminino que vigora no desejo de ser ou ter tanto do publico masculino quanto feminino, se a personagem fosse uma menina mais jovem correria o risco de ser descartado por uma grande maioria como um filme de criança. Pode-se reclamar de uma pasteurização da história original, mas compensa com um visual alucinógeno e um ritmo tão acertado que propicia uma fruição e imersão ainda mais fáceis do que a de Avatar, por exemplo (embora o filme de James Cameron seja superior). É uma narrativa que por vezes se aproxima de um onirismo encantador, ainda que não deixe de desagradar em um momento ou outro. O que mais me irritou foi a dancinha ridícula de Johnny Depp no final, que até me lembrou o desfecho do abominável Quem Quer Ser Milionário, mas ok, no filme de Tim Burton a cena não dura mais que cinco segundos. E custei a me tocar que a Rainha Vermelha era interpretada por Helena Boham Carter (por sinal, musa desse blog), de longe o trabalho mais competente de todo o elenco. Alice acerta mais nos detalhes do que em relação ao todo, ainda assim formando um conjunto harmonioso e bastante satisfatório.



- Postado por: Vlademir as 02h21
| envie esta mensagem


_______________________________



O Furacão

Aquisições boas no camelódromo de Pelotas: cópias de O Furacão (John Ford), O Grande Segredo (Fritz Lang) e Palavras ao Vento (Douglas Sirk), todos pirateados dos dvds lançados pela Classicline. Sem ainda ter visto nenhum dos três títulos, os dois primeiros sempre tiveram fama de filmes bem menores na carreira de seus respectivos diretores, mas vi agora o do Ford, que realmente está longe do patamar de suas obras-primas, mas com uma força considerável decorrente de suas imagens, enquanto que o roteiro é puro pretexto para o tufão do final. Pertence a uma fase mais exótica do diretor na segunda metade da década de 30, e se insere num ciclo de filmes-catástrofes que Hollywood produziu naquele período, com pelo menos mais dois títulos ainda célebres (ambos baseados em acontecimentos reais): San Francisco, a Cidade do Pecado (com Clark Gable e que como o do Ford também conta um romance para chegar a uma catástrofe coletiva) e No Velho Chicago, que reconstitui o grande incêndio que destruiu quase toda cidade. E assistindo a O Furacão percebi que já tinha assistido um remake muito ruim dos anos setenta (naquele outro período de filmes-catástrofes), com Mia Farrow formando com um nativo um dos piores casais da história do cinema. O par central da versão de Ford também deixa a desejar, mas impressiona a sensualidade da atriz principal, embora nada supere o furacão do título, cujo trabalho artesanal (filmado pela equipe de segunda unidade) é mais vivo e eficaz que o de qualquer CGI do cinema contemporâneo.



- Postado por: Vlademir as 22h29
| envie esta mensagem


_______________________________



Zingu # 39

Atualizações na Zingu, em nova edição com dossiê Vera Cruz (nos sessenta anos do surgimento da companhia) e especial referente ao grande Luis Sergio Person. Minhas contribuições foram com textos sobre Caiçara, Sai da Frente e O Caso dos Irmãos Naves, além de, entre as demais colunas, um artigo sobre os filmes da fase inglesa de Hitchcock recentemente lançados em dvd em coleção da Universal.



- Postado por: Vlademir as 00h47
| envie esta mensagem


_______________________________



Voltando a Mario Bava

Enquanto todo mundo corre para assistir o novo Alice no País das Maravilhas (que eu vou acabar vendo, evidentemente, mas sem pressa alguma), eu prefiro voltar a Mario Bava, onde mesmo em um de seus filmes menores (Hercules no Centro da Terra, uma aventura mitológica do começo da década de sessenta) e distante do gênero em que se consagrou, Bava uma vez mais e sempre com um pé no fantástico e com brechas para o terror nos entrega a beleza de seus enquadramentos, a delicadeza de suas composições visuais. Questão de execução de uma mentalidade criadora, de apuro na confecção, de mise en scène, pois.



- Postado por: Vlademir as 02h28
| envie esta mensagem


_______________________________



Martin no blog da Zingu.



- Postado por: Vlademir as 02h46
| envie esta mensagem


_______________________________



A Colecionadora

“Dizem que todo colecionador é um coitado que só quer somar. Jamais irá se satisfazer com um objeto. Ele precisa procurar o objeto de impacto entre uma série. Sempre precisa ter um com ele. Estamos bem longe da pureza, não? O que importa é a eliminação. Enfim, passar a borracha. A idéia de coleção é contra a idéia de pureza.”

Uma garota, dois homens, uma casa de praia. À eles se juntarão alguns outros personagens, os quais Haydée, a garota, vai tratar de colecionar. Figuras masculinas submetidas a tentação da carne, diante de uma mulher que desestabiliza a segurança desses indivíduos. Adrien, o colecionador de arte, no inicio recusa Haydée, logo a aceita como objeto, para depois se tornar o centro do seu interesse. Rohmer já havia dirigido antes desse alguns filmes muito bons, mas A Colecionadora é sua primeira obra-prima, e o filme a partir do qual passou a polir o seu material favorito, o dos triângulos e desencontros amorosos que se refazem por quase toda sua obra, nos diversos ciclos os quais ela é dividida (sem contar os seus romances históricos).



- Postado por: Vlademir as 16h56
| envie esta mensagem


_______________________________



Textos

Outras críticas para o Cine Players que ainda não havia linkado por aqui.

Entre Irmãos

Quando Explode a Vingança

A Caixa

Sede de Sangue

Tulpan



- Postado por: Vlademir as 20h41
| envie esta mensagem


_______________________________



Top 100 dos anos 2000

Nesse começo de abril o blog está completando três anos (contando com a primeira experiência no blogspot). Aproveito a oportunidade para publicar a minha lista de melhores da década, dentre os filmes que pude assistir até o momento, a maioria dos quais eu vim conhecer nesse tempo todo de descobertas e revisões desde o dia em que criei a primeira versão desse espaço. Certamente existe uma grande quantidade de filmes dessa década que ainda não pude ver, mas para montar essa lista me baseei no critério de que somente poderia selecionar filmes com cotações de (*****) ou (****) estrelas, sendo assim, muitos filmes que me apetecem tiveram que ficar de fora da relação final. De fato, é uma lista formada por títulos pelos quais prezo fortemente.  

01. Medos Privados em Lugares Públicos (Alain Resnais, 2006)
02. Amantes Constantes (Philippe Garrel, 2005)
03. Coisas Secretas (Jean-Claude Brisseau, 2003)
04. Mal dos Trópicos (Apichatpong Weerasethakul , 2004)
05. Eternamente Sua (Apichatpong Weerasethakul, 2002)
06. Serras da Desordem (Andrea Tonacci, 2006)
07. O Signo do Caos (Rogério Sganzerla, 2003)
08. Sobre Meninos e Lobos (Clint Eastwood, 2003)
09. A Hora da Religião (Marco Bellocchio, 2002)
10. As Coisas Simples da Vida (Edward Yang, 2000)
11. Le Pont des Arts (Eugène Green,2004)
12. A Inglesa e o Duque (Eric Rohmer, 2001)
13. Gran Torino (Clint Eastwood, 2008)
14. Antes Que o Diabo Saiba Que Você Está Morto (Sidney Lumet,2007)
15. Elogio ao Amor (Jean-Luc Godard, 2001)
16. Vai e Vem (João César Monteiro, 2003)
17. Maria (Abel Ferrara, 2005)
18. A Questão Humana (Nicolas Klotz, 2007)
19. Amantes (James Gray, 2008)
20. A Vila (M. Night Shyamalan, 2004)
21. A História de Marie e Julien (Jacques Rivette, 2003)
22. Os Amores de Astrée e de Céladon (Eric Rohmer, 2007)
23. O Intruso (Claire Denis, 2004)
24. Lady Chatterley (Pascale Ferran, 2006)
25. A Virgem Desnudada por seus Celibatários (Hong Sang-Soo, 2000)
26. O Princípio da Incerteza (Manoel de Oliveira, 2001)
27. Mulher na Praia (Hong Sang-Soo, 2006)
28. A Prisioneira (Chantal Akerman, 2000)
29. O Mundo (Jia Zhangke, 2004)
30. O Pântano (Lucrecia Martel, 2001)
31. Pistol Opera (Seijun Suzuki, 2001)
32. En La Ciudad de Sylvia (José Luis Guerín, 2007)
33. Últimos Dias (Gus Van Sant, 2005)
34. 2046 (Wong Kar-Wai, 2004)
35. Sonata de Tóquio (Kiyoshi Kurosawa, 2008)
36. Juventude em Marcha (Pedro Costa, 2006)
37. Turning Gate (Hong Sang-Soo, 2002)
38. Inimigos Públicos (Michael Mann, 2009)
39. Adeus Dragon Inn (Tsai Ming-Liang, 2003)
40. A Última Noite (Spike Lee, 2002)
41. Não Toque no Machado (Jacques Rivette, 2007)
42. Ervas Daninhas (Alain Resnais, 2009)
43. Femme Fatale (Brian De Palma , 2002)
44. Café Lumiere (Hou Hsiao-hsien, 2003)
45. Amor à Flor da Pele (Wong Kar-wai, 2000)
46. A Esquiva (Abdellatif Kechiche, 2003)
47. Os Donos da Noite (James Gray, 2007)
48. O Quarto do Filho (Nanni Moretti, 2001)
49. Elefante (Gus Van Sant, 2003)
50. Le Monde Vivant (Eugène Green, 2002)



- Postado por: Vlademir as 03h08
| envie esta mensagem


_______________________________



51. Em Busca da Vida (Jia Zhangke, 2006)
52. Aquele Querido Mês de Agosto (Miguel Gomes,2008)
53. Guerra ao Terror (Kathryn Bigelow, 2008)
54. Terra dos Mortos (George A. Romero, 2005)
55. Zodíaco (David Fincher, 2007)
56. Go Go Tales (Abel Ferrara, 2007)
57. A Espiã (Paul Verhoeven, 2006)
58. O Hospedeiro (Bong Joon-ho, 2006)
59. Encontros e Desencontros (Sofia Coppola, 2003)
60. Singularidades de uma Rapariga Loura (Manoel de Oliveira, 2009)
61. Menina de Ouro (Clint Eastwood, 2004)
62. Antes do Pôr-do-Sol (Richard Lintlaker, 2004)
63. Bom Dia, Noite (Marco Bellocchio, 2003)
64. A Flor do Mal (Claude Chabrol, 2003)
65. A Fronteira da Alvorada (Philippe Garrel, 2008)
66. Cartas de Iwo Jima (Clint Eastwood, 2007)
67. Falsa Loura (Carlos Reichenbach, 2007)
68. Cleopatra (Julio Bressane, 2007)
69. Vincere (Marco Bellocchio, 2009)
70. Redacted (Brian De Palma, 2007)
71. Edifício Master (Eduardo Coutinho, 2002)
72. Sangue Negro (Paul Thomas Anderson, 2007)
73. Demonlover (Olivier Assayas, 2002)
74. Cidade de Deus (Fernando Meirelles, 2002)
75. Ligeiramente Grávidos (Judd Apatow, 2007)
76. Colateral (Michael Mann, 2004)
77. Deixa Ela Entrar (Tomas Alfredson , 2008)
78. Memórias de um Assassino (Bong Joon-ho, 2003)
79. Dez (Abbas Kiarostami, 2002)
80. Uma Garota Dividida em Dois (Claude Chabrol, 2007)
81. Entre os Muros da Escola (Laurent Cantet, 2008)
82. The Brown Bunny (Vincent Gallo, 2003)
83. Gangues do Gueto (Abel Ferrara, 2001)
84. Shirin (Abbas Kiarostami, 2008)
85. 35 Doses de Rum (Claire Denis, 2009)
86. Bastardos Inglórios (Quentin Tarantino, 2009)
87. Os Anjos Exterminadores (Jean-Claude Brisseau, 2006)
88. Paranoid Park (Gus Van Sant, 2007)
89. Sparrow (Johnnie To, 2008)
90. O Segredo do Grão (Abdellatif Kechiche, 2007)
91. Quatro Noites com Anna (Jerzy Skolimowski, 2008)
92. Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças (Michel Gondry, 2004)
93. Superbad – É Hoje (Greg Mottola, 2007)
94. Caminho Sem Volta (James Gray, 2000)
95. Quase Famosos (Cameron Crowe, 2000)
96. A Viagem de Chiriro (Hayao Miyazaki, 2001)
97. Ligado em Você (Peter e Bobby Farrelly, 2003)
98. A Viagem do Balão Vermelho (Hou Hsiao-hsien, 2007)
99. O Tigre e o Dragão (Ang Lee, 2000)
100. A Morte do Sr. Lazarescu (Cristi Puiu, 2005)



- Postado por: Vlademir as 03h01
| envie esta mensagem


_______________________________